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Capanema - PA, 12 de Dezembro de 2017 -- Publicado em: 22/08/2015 às 12:12:43

Pela primeira vez no ano, o mercado formal de trabalho do Estado do Pará fechou o mês com saldo positivo. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram 2.634 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho, decorrente de 28.891 admissões contra 26.257 desligamentos. Além de ser o melhor desempenho do Estado em 2015, esse também foi o mais positivo resultado no mês dentre todos os Estados brasileiros.

Somente o Pará, Maranhão (2.121) e Mato Grosso (770) criaram mais empregos formais em julho do que perderam. Em todo o País, foram fechados 157.905 postos de trabalho, o que representa a menor geração de empregos para o mês desde 1992, quando iniciou a série histórica. O número resulta da diferença entre admissões (1.397.393) e demissões de trabalhadores (1.555.298). São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul puxaram as maiores reduções de empregos celetistas, com saldos negativos de 38.109, 19.457, 17.818, respectivamente.

De acordo com o Caged, o desempenho do mercado de trabalho do Pará em julho é 0,33% superior ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. O resultado decorreu do crescimento do emprego principalmente no setor de Construção Civil (2.131 postos) e da Indústria da Transformação (456 postos). Ainda apresentaram saldo positivo o Comércio (110), os Serviços Industriais de Utilidade Pública (87) e o de Serviços (57). Por outro lado, registraram decréscimo os setores da Agropecuária (-201), da Administração Pública (-5) e de Extrativa Mineral (-1).

No Brasil, as variações foram bem distintas. Apenas a agricultura teve desempenho positivo, com geração de 24.465 postos de trabalho. O número foi alcançado, de acordo com o ministério, por motivos sazonais. Segundo o Caged, o resultado é muito próximo da média de 2003 a 2014 para o mês de julho (geração de 24.848 postos de trabalho). O setor que mais registrou perdas de emprego foi a indústria de transformação, com fechamento de 64.312 vagas com carteira assinada. Também houve queda no número de empregados com carteira assinada nos setores de serviços (58.010), do comércio (34.545) e da construção civil (21.996).

Na comparação entre as regiões, todas registram queda no total de empregos formais. O Sudeste registrou o maior número de fechamento de postos de trabalho, 79.944. Na sequência, o Sul (44.943), o Nordeste (25.164), o Centro-Oeste (5.830) e o Norte (2.024). Considerando somente a região nortista, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Diesse) do Pará, foram 65.570 admissões contra 67.594 desligamentos, sendo o Amazonas o Estado mais responsável pela perda de empregos formais, com saldo negativo de 2.722 postos de trabalhos.

Depois aparecem o Tocantins, com saldo negativo de 763 postos de trabalhos; Rondônia, com a perda de 713 postos; e Amapá, com a redução de 224 postos.

Os dados do Caged apontam ainda que, na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos sete primeiros meses deste ano, houve decréscimo de 7.489 postos (-0,92%) no mercado de trabalho paraense. Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses, verificou-se decréscimo de 1,66% no nível de emprego, representando a retração de 13.592 postos de trabalho. Na análise nacional, o ano acumula o decréscimo de 494.386 empregos (-1,20%), e nos últimos 12 meses,  queda de 778.731 postos, correspondendo à redução de 1,88% no contingente de empregados celetistas do País.

Na comparação entre os municípios paraenses, a Região Metropolitana de Belém (RMB) registrou em julho acréscimo de 641 empregos formais (0,18%), sendo Belém responsável por 489 novos postos (7.326 admissões e 6.837 demissões). Somente Altamira no Estado superou o saldo da capital, com 818 empregos celetistas, resultado de 2.752 contratações e 1.934 desligamentos. Depois aparecem Marabá (414), Barcarena (355), Ananindeua (235) e Itaituba (97). Na outra ponta, com menos carteiras assinadas, estão Parauapebas (-427), Paragominas (-89) e Abaetetuba (-81).

Otimismo

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse ontem que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam, novamente, para redução de postos de trabalho. “Os números ainda são negativos, mas a nossa expectativa é que, até o final do ano, vamos retomar (o crescimento dos empregos)”. Os dados são referente ao balanço de julho e foram divulgados ontem.

Essa retomada, segundo o ministro, deve vir do aporte de recursos que o governo vem fazendo para estimular as atividades. Ele citou como exemplo a liberação de R$ 3,1 bilhões do Banco do Brasil para o setor automotivo. Lembrou também que, por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estão sendo feitos investimentos recordes na construção civil que totalizam R$ 130 bilhões neste ano, dos quais R$ 84 bilhões para moradias populares. Só com estes recursos, Dias estima que serão gerados 3,7 milhões de novos postos de trabalho no Brasil.

Ainda entre as medidas citadas pelo ministro como indutoras da retomada do crescimento econômico, estão os financiamentos a microempreendedores e empreendedores individuais por meio de repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Segundo ele, existem R$ 30 bilhões disponíveis. “No ano passado só para empreendedores individuais emprestamos R$ 12 bilhões e tem mais R$ 12 bilhões para este ano, que podem ser financiamentos de pequeno valor – de R$ 2 mil, de R$ 3 mil”, disse ele.

O ministro citou também uma pesquisa indicando que 64% dos jovens sonham ter o próprio negócio e, em um momento de dificuldade para conseguir emprego, essa pode ser uma alternativa. Os canais de relacionamento com os jovens interessados incluem agências de correios, o Banco do Brasil e agências da Caixa Econômica Federal.

Quanto ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), ele revelou que duas empresas já formalizaram as adesões de acordos entre patrões e empregados e que mais 20 fizeram requerimento para os registros – a maioria do setor de autopeças.

Manoel Dias disse ainda que as pessoas estão adiando compras e outras ações que poderiam aquecer a economia por falta de confiança criada “por uma campanha negativa, exasperada, com conotação política”, e lembrou que, nas eleições presidenciais, “houve a vitória de uma candidata, mas as pessoas não querem respeitar e pregam a ruptura do processo democrático”.

O ministro do Trabalho deu essas declarações logo após participar de um encontro tecnológico da Google, o Google Day, com representantes de empresas estatais sobre ferramentas que podem agilizar as transmissões de dados nas atividades corporativas. Segundo Dias, todos os serviços prestados pelo ministério já estão automatizados e, até o final de outubro, os trabalhadores de todo país contarão com o agendamento eletrônico de serviços, evitando filas.

 

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